TEXTOS DO LIVRO "O CAIR DA TARDE"
Poesia e Prosa de
Rosimeire Leal da Motta Piredda

Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil
Julho/ 2012

 

 

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SEMPRE-VIVA
Rosimeire Leal da Motta Piredda

(As lembranças que guardei do meu pai, são como as flores sempre-vivas que secam sem murchar, parecendo vivas.)

 

A saudade cria asas e voa,
sendo conduzida por meus sentimentos.
É uma gaivota que pousa na beira da praia,
observa o vai-e-vem das ondas
e estende seu olhar além do horizonte:
perscrutar ansioso e esperançoso,
tentando alcançar as imagens
que persistem em minha memória!
O rumor do mar embala a tristeza:
canção cantando a ausência.
Estribilho: "Nunca mais!"
Este pássaro sobrevoa meus pensamentos,
fez um ninho no vazio da existência!
O vento traz o perfume do passado.
A emoção escorre pelos olhos,
rega a terra seca da sua partida!
Nasce a planta "Sempre-viva": *
O senhor, MEU PAI,
viverá para sempre em meu coração!

*Essa flor tem este nome, "Sempre-viva" porque, mesmo depois de seca, dura por até cinco anos.

(Obs.: Poesia escrita logo após a morte do meu pai, Pedro Sabino da Mota - 1912/ 2007)

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Poesia - "Sempre-Viva "
Texto Do Livro "O Cair da Tarde"
Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil
Julho/ 2012

Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda
   
 
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