RIO SECO
Rosimeire Leal da Motta Piredda

(Meu pai era um rio abundante que secou, evaporou e virou nuvens.)

(Obs.: Poesia escrita logo após a morte do meu pai, Pedro Sabino da Mota - 1912/ 2007)

Voltar
para o Índice


Texto Do Livro
"O CAIR DA TARDE"
Poesia e Prosa

Editora CBJE -
Rio de Janeiro
Brasil
Julho/ 2012

Rio de águas ora mansas,
ora agitadas, seguia seu curso cotidiano.
Todos os que passavam próximo a ele
eram testemunhas da sua personalidade marcante.
Mas um dia, veio a seca,
paralisando o seu ciclo de duração!
Foi privado do liquido que lhe era natural
e lhe enchia de vida.
Se fez deserto em seu viver!
Restou um espaço vazio com uma interrogação:
_ "Onde está ele?"
Minha saudade construiu uma obra espiritual
para estabelecer uma comunicação
entre dois pontos separados:
são minhas recordações que lhe restitui a vida!
Atravesso a ponte que se inicia em meu coração
e termina em minhas memórias.
A água que penetrou na terra
e no solo das minhas lembranças,
continua brotando em época de seca,
saciando a sede da sua ausência...
... tornando viva a sua imagem em meu coração!
A ponte permanecerá continuamente,
trazendo-te de volta.

---------------------------------------------------------------


 

Poesia - "Rio Seco"
Texto Do Livro "O Cair da Tarde"
Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil
Julho/ 2012
Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda