MASMORRA INTERIOR
Rosimeire Leal da Motta Piredda

(Quando não esquecemos os momentos tristes do passado, somos prisioneiros da magoa e dos ressentimentos, nos tornando profundamente infelizes.)

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Texto Do Livro
"O CAIR DA TARDE"
Poesia e Prosa

Editora CBJE -
Rio de Janeiro
Brasil
Julho/ 2012

Maquinismo do cérebro,
marca o tempo e indica as horas.
Registra os sofrimentos vividos na masmorra interior.
Um pêndulo oscilante faz soar os tristes ais.
Haste vertical, projetando sua sombra ao sol,
traça na areia o momento exato
que o sangue escorreu dos olhos.
O relógio da vida está atrasado.
É necessário acertar os ponteiros para sobreviver.
Cárcere privado em pensamentos.
Prisão subterrânea de grades abertas.
Auto condenação.
Presa por lembranças agressivas.
Cenas eternizadas pelo fotografo da mente:
horas, minutos e segundos,
gravados com o silencio reprimido.
Refém dos desgostos e decepções!
Indefeso diante do presente,
do passado e do futuro.
Capturado pelos temores:
um ser humano petrificado
pela impossibilidade de esquecer o que passou.

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Poesia - Masmorra Interior
Texto Do Livro "O Cair da Tarde"
Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil
Julho/ 2012
Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda