CHORO CONVULSIVO
Rosimeire Leal da Motta Piredda

(Às vezes sentimos um vazio existencial, nos sentimos deprimidos, expressando uma sensação de perda do sentido da vida. E o choro nos consola...)

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Texto Do Livro
"O CAIR DA TARDE"
Poesia e Prosa

Editora CBJE -
Rio de Janeiro
Brasil
Julho/ 2012

Sensações desagradáveis de falta de ar,
de sufocamento, de abafamento,
pintaram de negro a visão do existir.
O rio das emoções transbordou,
vazou pelos cantos dos olhos,
emitiu sons plangentes, langorosos... gemidos...
Chuva, granizo, vento, raios e trovões em soluços
intensificaram a tristeza profunda.
A opressão foi sendo expelida gota a gota,
desembocou em outro rio,
causando uma enchente trágica!
Lançou-se em muitas direções
sumindo além do horizonte...
Converteu-se num lago transparente:
espelho refletindo um coração partido!
A tempestade se acalmou,
o sol brilhou discreto entre as nuvens.
O arco-íris despontou no céu,
fazendo uma aliança de paz interior.
A agitação atmosférica violenta
que inundou as ruas do seu "eu",
escorreu envergonhado pelas gretas do bueiro.
Uma brisa tranquila o embalou...
Adormeceu nos braços da esperança!

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Poesia - Choro Convulsivo
Texto Do Livro "O Cair da Tarde"
Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil
Julho/ 2012
Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda