AMARGURAS
Rosimeire Leal da Motta Piredda

(Lembre-se: após uma noite escura, sempre amanhece um novo dia...)

 

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Texto Do Livro
"VOZ DA ALMA"
Poesia e Prosa

Editora CBJE -
Rio de Janeiro
Brasil
Novembro/ 2005

Grandes angústias,
mente obstruída, visão nebulosa.
Embarcação com bombas de sucção
retirando as camadas de sujeira
no fundo do rio do coração.
O material recolhido é transportado às margens,
vêm à tona os sofrimentos.
O lodo torna os pés inseguros.
Escorrem as lágrimas pela face,
a tristeza perde o equilíbrio.
Águas poluídas, com resíduos do rancor,
impróprio para o banho,
proibido para a felicidade!
Fragmentos de problemas mal solucionados,
destroem a natureza ao redor,
envelhecem a vida,
retardam o crescimento!
Afogam-se na lama da baixa auto estima,
mergulha de corpo e alma, mas,
cospe substâncias com efeito coagulante.
O lixo flutua, não afunda.
Peneira o ego três vezes.
Mais limpo, porém, traumatizado,
é conduzido a uma cachoeira.
Precipita-se rumo a outro rio.
Deslizando pelos desenganos,
chegou num terreno seco e rachado.
Restou pouco do seu precioso líquido!
No seu caminho encontrou uma semente perdida.
Antes de esgotar a ultima gota, conseguiu regá-la!
A região agora é desértica, o sol arde.
Espantosamente brota uma flor:
Ainda há uma esperança!

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Poesia - "Amarguras"
Texto Do Livro "Voz Da Alma"
Editora CBJE - Rio de Janeiro - Brasil -
Novembro/ 2005
Autora - Rosimeire Leal da Motta Piredda

Poesia - "Amarguras"
Antologia Literária Virtualismo
AVBL - Bauru - SP
Dezembro - 2005