Poesia - Labirinto
Texto Do Livro Antologia"Feira Literária 90 Anos
Herculano Vieira"
Diversos Autores
Celeiro de Escritores - São Paulo
2017



 

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LABIRINTO
Rosimeire Leal da Motta Piredda

 

Tudo estava indo tão bem!
De repente, uma indisposição encaminhou-me para o hospital.
Deste dia em diante segui a trilha das desilusões.
A moléstia encurralou-me para o labirinto das enfermidades.
Beco sem saída da esperança.
Perdi-me nas contradições médicas!
Diziam: talvez!
Todos os corredores levavam ao mesmo lugar,
porém, quartos diferente.
Após algumas voltas, sempre me conduziam a decepção.
Em minhas recordações há somente o passado.
O que houve com o presente? Haverá futuro?
Tantos diagnósticos incertos!
Quantas possibilidades descartadas!
Não aceito o laudo como definitivo.
Sou prisioneira dos desenganos.
Carcereiro insensível é a dor.
Ficar enferma é percorrer um conjunto de percursos intrincados,
criados com a intenção de desorientar, não acalmar.
Por quanto tempo ficarei internada?
Dizem que na saída há uma porta com um sol de braços abertos.
Devo ser otimista!
A trajetória de aprendizagem é mais importante do que a cura.
Conheci a paciência.
Por quê certas situações acontecem com a gente?
A fragrância de medicamentos não é poético!
A poesia está na tristeza, no olhar lacrimejante!
O anjo é aquele que trará a noticia:
¨_ Você está liberada para ir para casa!¨
Os dias passam e nada mudou.
Minha existência é um romance com enredo complicado!

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